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Research and Publications

Nutrition News for Africa

October 30, 2004


“Iron fortification and iron supplementation are cost-effective interventions to reduce iron deficiency in four subregions of the world” (“A fortificação e a suplementação com ferro são intervenções de baixo custo e eficazes para reduzir a deficiência de ferro em quatro sub-regiões do mundo”).

Nesta edição apresentamos um artigo publicado no American Journal for Nutritional Sciences, escrito por Rob Baltussen et al.


O propósito deste estudo foi o de investigar o custo, os efeitos e a relação custo versus
eficácia da fortificação e da suplementação com ferro, no controlo da deficiência de ferro,
utilizando uma abordagem de modelo económico e a revisão da literatura existente. Esta
análise foi conduzida em quatro diferentes regiões do mundo, seleccionadas devido aos
seus diferentes padrões epidemiológicos: África, onde as taxas de mortalidade infantil e
adulta são elevadas, a América Latina, onde essas duas taxas são baixas; Europa onde a
taxa de mortalidade de adultos é baixa e a taxa de mortalidade infantil é muito baixa, e o
Sudeste da Ásia onde as taxas de mortalidade infantil e de adultos são ambas elevadas.

A relação custo eficácia da suplementação e da fortificação com ferro foram estimadas
tendo em conta taxas de cobertura geográfica de 50%, 80% e 95%. Foi utilizada a
abordagem de avaliação do padrão económico de saúde, ou seja, análise da relação custo
eficácia (CEA). Os efeitos de cada uma destas duas intervenções na saúde das populações
foram estimados através de um modelo que define os resultados como ganhos de saúde
tais como, anos de vida ajustados diariamente (DALYs) salvos.

A suplementação e a fortificação com ferro reduzem a mortalidade infantil e materna,
mas a suplementação com ferro tem um impacto maior do que a fortificação na saúde da
população em geral. Estas duas estratégias de controle da deficiência de ferro têm um
custo baixo em todas as regiões, e lideram em termos de impacto positivo na saúde das
populações. Ambas apresentam um rácio custo eficácia que favorece a sua
implementação. Contudo, a fortificação tem um rácio custo eficácia mais baixo do que a
suplementação, principalmente em regiões onde há menos recursos disponíveis. Contudo,
em todas as regiões com recursos disponíveis, a suplementação com ferro é fiável e
eficaz.

Os autores deste estudo avisam que estes resultados podem ser utilizados pelas
autoridades responsáveis pelas políticas de nutrição para procurarem fundos disponíveis
para o combate à deficiência de ferro. Mas, os autores chamam a atenção para o facto de
estes resultados serem o produto de uma mega-análise e por isso, antes de estes serem
utilizados, necessitam ser ajustados às especificidades das situações locais, de modo a
influenciarem apropriadamente a tomada de decisões.

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