Nutrition News for Africa
31 de Agosto, 2007
Um estudo comparativo intitulado, “Uma análise das abordagens de nutrição e de segurança alimentar nos programas de HIV e SIDA da África Oriental e Austral ,” de autoria de D Panagides, R Graciano, P Atekyereza, L Gerberg e M Chopra, foi publicado no Regional Network for Equity in Health in East and Southern Africa (EQUINET). Estudo comparativo série #48, 2007
Introdução
A EQUINET, através da Health Systems Research Unit (Unidade de Investigação dos Sistemas de Saúde) do Medical Research Council (MRC), da África do Sul, deu início a um programa de segurança alimentar, nutrição e saúde na África oriental e austral. O programa explora as ligações entre a nutrição e as intervenções de segurança alimentar, ambos a nível do sector de saúde e no contexto de uma macro-análise abrangente do comércio, agricultura e da segurança alimentar. Este estudo comparativo é parte desse projecto geral e foi produzido em colaboração com a Helen Keller International (HKI) e com a Makerere University, do Uganda. O propósito deste estudo comparativo é explorar o interface entre o HIV e o SIDA e a nutrição e a segurança alimentar, e as implicações das políticas e do programa para uma estratégia alargada que aborde estes problemas de forma sinergética. Especificamente, este estudo comparativo examina e compara as políticas e programas relacionados com o HIV e o SIDA, a segurança alimentar e a nutrição que estão actualmente em funcionamento em três países da África oriental (Quénia, Tanzânia e Uganda) e três países da África austral (Moçambique, África do Sul e Zimbabwe), e conclui com elementos de uma abordagem alargada.
Métodos
Este estudo comparativo baseia-se numa análise documental das actuais políticas e programas em cada um dos seis países referidos. Além disso, foram realizadas entrevistas informativas a pessoas de diferentes departamentos governamentais, agências das Nações Unidas e organizações Não-Governamentais (ONGs).
Resultados
Os resultados desta análise sugerem que, se por um lado a criação de directrizes, políticas ou planos estratégicos envolveram grande participação multisectorial, as políticas e planos daí resultantes, assim como a sua implementação, tenderam a centrar-se em abordagens médicas. As estratégias de base comunitária continuam limitadas a cuidados prestados em casa ou na comunidade, que são suportadas pelo apoio médico prestado pelo sistema de saúde ou agências externas, tais como a ajuda alimentar. O envolvimento do sector privado, mais inovador e dinâmico, e por isso com potencial para desenvolver os esforços de sustentabilidade, continua limitado. Além disso, as políticas e planos assumem que as populações alvo têm acesso a serviços ou são capazes de seguir os aconselhamentos e as directrizes sem qualquer outro apoio; este estudo comparativo realça a importância de avaliar e abordar as dimensões do problema da alimentação e da nutrição, particularmente a segurança alimentar e nutricional dos grupos alvo mais vulneráveis.
Discussão
Os autores concluem que caso os países da África oriental e austral queiram adoptar uma abordagem mais abrangente, com o elemento de segurança alimentar integrado nas suas intervenções de nutrição, os governos terão que melhorar significativamente a coordenação e a comunicação entre os ministérios. Os ministérios, não vão ter capacidade para, individualmente, realizarem intervenções alargadas a menos que melhorem a coordenação e a comunicação entre si. Isto terá pelo menos quatro implicações importantes para os sistemas de saúde e para as entidades responsáveis pelo desenho das políticas: 1. trabalhar com diferentes parcerias chave; 2. dar mais voz às comunidades locais; 3. reforçar a prestação de serviços à comunidade a nível dos funcionários comunitários de saúde; e, 4. criar capacidade de gestão e monitoria das intervenções alargadas.
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